Era uma vez um reino próspero cuja rainha temia a Deus e
obedecia cuidadosamente aos princípios das escrituras sagradas, por ocasião da
colheita ela resolveu fazer um grande banquete nos campos do palácio para
comemorar com seu povo e agradecer a Deus a dádiva que vinha da terra. Nobres e
plebeus se juntaram a realeza para participar do banquete, cantando e dançando
todos festejaram a inigualável super safra, além disso, tinham a comemorar o período
de paz que viviam já que no passado a nação havia sido vítima de inúmeras invasões
por parte dos reinos vizinhos.
- Meus súditos: disse a rainha.
- O Senhor nosso Deus tem sido bondoso com o nosso reino e
em tudo tem feito nossos caminhos progredirem, assim como acontece no campo,
nossa vida com Deus é fruto daquilo que semeamos. Se obedecemos as suas palavras
então alcançaremos suas promessas, se somos rebeldes e desobedecemos aos seus
mandamentos então fracassamos e somos destruídos. Portanto lembrai-vos de dar
ao Senhor os dízimos de tudo quanto for colhido como também vossas ofertas de
gratidão. Assim Ele abençoará todo o trabalho de vossas mãos.
Todos com alegria concordaram e se puseram de pé para uma
oração, apenas um homem daquele reino permaneceu sentado ignorando por completo
o discurso da rainha como estava sentado à frente sua atitude chamou a atenção
dela.
- Vejo que o senhor discorda das minhas palavras. Disse a
rainha.
- Sim! Disse aquele homem.
- Veja vossa majestade que eu me orgulho de ser aqui o único
que não acredita em Deus e também não perco meu tempo pagando dízimos ou
fazendo orações, nem por isso deixei de colher e não me falta o que comer. Continuou
ele com petulância.
- É com muito pesar que ouço suas palavras. Permita-me,
porém corrigi-lo, o senhor não é o único a não fazer orações e pagar os dízimos.
Nossos cavalos e burros, vacas e bois bem como todos os demais exemplares do
reino irracional agem de forma semelhante ao senhor e a eles também o Senhor
nosso Deus em sua infinita misericórdia garante o sustento. Emendou a soberana.
Veja como em todos os tempos àqueles que se professam ateus
são faltos de qualquer argumento que de base a sua incredulidade, inclusive a
essa estupidez que consiste no fato de tentar explicar o universo sem que ele
tenha sido concebido pelo Senhor nosso Deus. Aliás, os incrédulos também os
idólatras nos tempos bíblicos eram chamados de cães pela semelhança do raciocínio.
Assim os judeus chamavam os gentios generalizando esse sentimento de revolta
que os filhos de Deus sentem ao verem seus irmãos ignorando o óbvio e de forma
desprezando o nosso Pai. Ser ateu é uma violência contra si próprio, já que
todos nós independente de cor ou religião nascemos com uma dádiva de Deus chamada
fé, razão pela qual o mais ignorante índio da selva tem o instinto de adorar o
sol os rios etc.

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